Cyborg vs Vieira: invicta no MMA desde 2018, 8-0 no boxe
Cris Cyborg tem 41 anos, não perde uma luta de MMA desde dezembro de 2018 e está 8-0 como boxeadora profissional. Ketlen Vieira, recém-saída do UFC, a enfrenta no PFL Tampa.
Cris Cyborg não perde uma luta de MMA desde dezembro de 2018.
Ela completou 41 anos em julho. No sábado ela é a luta principal do PFL Tampa contra Ketlen Vieira em uma luta principal de peso pena de cinco rounds na Benchmark International Arena, e ela chega com um retrospecto de 29-2 e nove vitórias seguidas, uma sequência que já cobre três promoções e sete anos e meio.
A última mulher a vencê-la foi Amanda Nunes, por nocaute, no UFC 232 em 29 de dezembro de 2018. Desde então, tudo seguiu o mesmo caminho:
- Felicia Spencer, decisão unânime, UFC 240, julho de 2019
- Julia Budd, Bellator 238, janeiro de 2020
- Arlene Blencowe, Bellator 249, outubro de 2020
- Leslie Smith, Bellator 259, maio de 2021
- Sinead Kavanagh, Bellator 271, novembro de 2021
- Blencowe novamente, Bellator 279, abril de 2022
- Cat Zingano, Bellator 300, outubro de 2023
- Larissa Pacheco, decisão unânime, PFL Super Fights, outubro de 2024
- Sara Collins, finalização aos 2:55 do terceiro round, PFL Europe 4, dezembro de 2025
Nove lutas, três organizações, zero derrotas.
O outro retrospecto
O que a manteve ocupada nesse meio tempo foi uma carreira no boxe profissional da qual pouca gente fala, e que agora está 8-0.
Começou em setembro de 2022 com uma decisão sobre Simone da Silva e uma segunda decisão sobre Gabrielle Holloway três meses depois. Desde então ela parou seis seguidas: Kelsey Wickstrum aos 1:21 do primeiro round em janeiro de 2024, Aria Wild aos 0:58 do segundo round naquele junho, Karen Fernandez aos 1:16 do segundo round em março de 2025, Valentina Angarita aos 1:36 do terceiro round duas semanas depois, Precious Harris-McCray aos 1:57 do segundo round em maio de 2025, e Paulina Cardona em uma luta de título no Nacao Cyborg 15 em março deste ano.
Seis nocautes em seis lutas, todos dentro de três rounds. Vale notar que a oposição foi propositalmente fraca, o que é exatamente o que uma campeã de MMA de 40 anos construindo um segundo esporte faz. Vale notar também que ela vem lutando profissionalmente em dois esportes de combate ao mesmo tempo, já nos seus quarenta anos, e não perdeu em nenhum dos dois.
Vieira chega de um lugar bem diferente
Vieira tem 34 anos, está 16-5, e esteve dentro de um octógono do UFC há tão pouco tempo quanto 16 de maio deste ano, quando venceu Jacqueline Cavalcanti por decisão unânime. Três meses depois ela é a luta principal de um card do PFL.
O currículo dela é a coisa mais forte deste card depois do de Cyborg. Ela já venceu Holly Holm por decisão dividida, Miesha Tate ao longo de três rounds, Pannie Kianzad, Macy Chiasson e Sijara Eubanks. Ela perdeu para Kayla Harrison no UFC 307, e sofreu decisões divididas para Norma Dumont em novembro passado e Raquel Pennington em 2023.
Ela também é a mulher mais difícil de finalizar do esporte. Vieira só foi parada uma vez em 21 lutas profissionais, por Irene Aldana aos 4:51 do primeiro round no UFC 245 em dezembro de 2019, e 14 de suas 21 lutas foram para os cartões dos juízes. Suas últimas 10 lutas seguidas foram até o limite. Esse é o argumento a favor dela, e não é pequeno: Cyborg vence tirando as pessoas de combate, e a última pessoa a tirar Vieira de combate fez isso há quase sete anos.
O PFL Tampa acontece no sábado, 22 de agosto, na Benchmark International Arena em Tampa, com transmissão pela ESPN+ nos Estados Unidos, na mesma noite em que o UFC realiza o Hernandez vs Rodrigues em Sacramento. Cyborg está há sete anos e meio sem uma derrota no MMA. Vieira está há quase o mesmo tempo sem que ninguém encontre o interruptor que a desliga.